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domingo, 3 de abril de 2011

200 ANOS DE ROBERT BUNSEN


Em 30 de março de 1811, há exatamente um ano e quatro dia atrás, nascia em Göttingen, Alemanha, Robert Wilhelm Eberhard Bunsen, um dos maiores químicos alemães de todos os tempos, com contribuições importantes nos campos de energia atômica, análise de gases, química organoarsênia e fotoquimia, beneficiando várias indústrias, da energia atômica à medicina.
Aperfeiçoou queimadores de então, inventando o que seria chamado como Bico de Bunsen, em 1859. O Bico de Bunsen é um aquecedor de substâncias seguro, capaz de produzir chamas não-iluminadoras de maneira segura, sem que a chama atinja o depósito de gás. Foi muito utilizado por cientistas do mundo inteiro, tendo sido gradualmente substituído, recentemente, por queimadores elétricos.
Trabalhando com Gustav Kirchhoff, descobriu, em 1860 e 1861, através de espectografia por chama – espectografia é uma técnica que permite identificar substâncias através de seu espectro, ou seja, pela decomposição da luz que a substância provoca, que gera uma característica única da mesma, como uma assinatura – o Césio 137, um importante radionuclídeo e o Rubídio, um metal alcalino.
Suas descobertas não vieram sem um preço contudo. Em 1839, enquanto trabalhava com cianeto de cacodila – uma substância que pega fogo com o simples contato com o ar – perdeu o olho direito durante uma explosão. Também chegou a ficar perto da morte após uma intoxicação com arsênico. Mas acabou descobrindo o óxido de ferro hidratado, um dos melhores antídotos para intoxicação pela substância.
Faleceu em Heidelberg, Alemanha, em 16 de agosto de 1899, aos 88 anos.

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