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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA HONRAR PAI E MÃE?

O significado de "honrar" do quinto mandamento da lei de Deus

“Honra a teu pai e a tua mãe” (Êxodo 20:12). 

O verbo "honra" significa respeitar ou estimar uma pessoa. É um sentimento bonito, mas não significa muito concretamente. Ter respeito pelos seus pais pode ser apenas ter uma boa opinião sobre eles. Uma pessoa poderia facilmente "honrar" os seus pais com o coração, sem fazer muito para demonstrar isso. Para complicar, Levítico 19:3 nos diz para "temer" os nossos pais. É um mandamento diferente? Por sorte, o original em Hebraico nos ajuda a esclarecer o significado de "honra": כַּבֵּד אֶת-אָבִיךָ וְאֶת-אִמֶּךָ. A palavra hebraica para "honra" é kabed. Este verbo é derivado da raiz K-B-D, que significa "pesado, importante". Então a tradução literária deste mandamento é: "Dê peso a teu pai e a tua mãe". Mas o que isso significa?

Imagine uma barraca em uma praia com muito vento. As estacas da barraca não podem segurar a barraca com firmeza na areia e a barraca pode voar facilmente. A solução? É necessário amarrar a barraca em pedras pesadas. Mas estas pedras são pesadas e devem ser trazidas de longe. Honrar os seus pais significa aceitar as responsabilidades da família, trazendo ativamente pedras pesadas à barraca familiar. Quando somos crianças, isso significa obedecer os desejos dos nossos pais sem desobediência. Quando somos adolescentes, isso significa ter mais iniciativa, aceitar mais responsabilidades, começar a ser independente. E quando somos adultos, isso significa devolver a boa vontade e cuidar ativamente dos nossos pais. Em cada estágio de nossas vidas, temos a obrigação de "adicionar peso" na barraca familiar, executando atos "pesados" que honram os nossos pais e em consequência, nós mesmos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cerca de 400 padres foram afastados por abusos sexuais


Os desligamentos aconteceram nos anos de 2011 e 2012 em diversas partes do mundo
por Leiliane Roberta Lopes

Cerca de 400 padres foram afastados por abusos sexuaisCerca de 400 padres foram afastados por abusos sexuais
A Santa Sé divulgou dados sobre os escândalos de abuso sexual cometidos por funcionários do clero e noticiou que em 2011 e 2012 cerca de 400 padres foram afastados de suas funções.
Antes de tomar esta decisão o Vaticano precisou investigar 822 relatos de padres que teriam cometido abusos sexuais, conforme informações divulgadas na nesta sexta-feira (17), de acordo com a Associated Press.
Essas informações serão repassadas pela ONU como tem acontecido desde 2008 e 2009, quando a Igreja começou a divulgar os dados relativos ao afastamento de clérigos por pedofilia.
Os dados recentes mostram que o número de padres que cometeram abusos sexuais dobrou em relação aos anos de 2008 e 2009 quando o Vaticano desligou 171 padres.
Um dia antes da divulgação do relatório, a Igreja admitiu a existência de clérigos e funcionários que abusaram sexualmente de menores durante uma audiência com especialistas do Comitê para Direitos da Infância da ONU.
O monsenhor Silvano Tomasi, embaixador do Vaticano na ONU em Genebra, sede do comitê, informou que em 2012 foram documentados 612 casos de abusos sexuais que envolviam funcionários do clero. Destes, 418 foram praticados contra menores.
A ONU tem pressionado a Igreja Católica sobre os relatos de pedofilia, o Comitê de Direitos da Infância chegou a pedir uma atuação maior contra esses casos que muitas vezes são abafados pela Santa Sé.
Uma das integrantes do Comitê da ONU, Sara Oviedo, chegou a reclamar durante a audiência, na presença de representantes do Vaticano, da falta de mecanismos para investigação dos casos e da falta de punição.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

hollywoodiana que mudou a vida de Tom Cruise

Cientologia: conheça os bastidores da religião 

Celebridades adeptas, namoros arranjados e história de manipulação nos bastidores de uma das igrejas mais controversas do mundo

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O ATOR TOM CRUISE, UM DOS MAIORES ENTUSIASTAS DA RELIGIÃO, QUANDO AINDA ERA CASADO COM KATIE HOLMES: APÓS SEPARAR-SE DE TOM, A ATROZ TERIA SE DESLIAGO COMPLETAMENTE DA RELIGIÃO (Foto: Toby Canham / Getty Images)
“Take my breath away...”,cantavam as adolescentes ao ver Tom Cruise no uniforme da academia aérea americana em Top Gun - Ases Indomáveis. Nesse mesmo ano de 1986, quando arrebatou um séquito de fãs e o posto de maior astro do cinema, foi apresentado pela atriz Mimi Rogers, sua mulher na época, à religião que mudaria, ou mais do que isso, guiaria a sua vida: a Cientologia. A partir daquele momento, cada passo dado dentro – e fora – do hall da fama seria calculado.
Três anos depois de se tornar um seguidor da igreja, o ator conquistou a admiração de um fã em especial: David Miscavige, líder da organização desde 1987. Ele viu em Tom Cruise o garoto-propaganda perfeito para disseminar os preceitos da religião, sem falar nas possíveis – e milionárias – contribuições que o galã poderia oferecer. David estava seguindo o que o seu mestre e fundador da Igreja da Cientologia, o americano Lafayette Ronald Hubbard, deu início em 1954. “A Cientologia foi pensada como uma igreja para celebridades. Hubbard estabeleceu a igreja em Los Angeles e partiu para recrutar famosos, como Walt Disney, (o diretor e aviador) Howard Hughes e (a atriz) Marlene Dietrich. O Centro de Celebridades foi erguido em Hollywood para anunciar a associação da igreja e da indústria do entretenimento”, explica à Marie Claire o repórter da revista New Yorker Lawrence Wright, autor de A Prisão da Fé – Cientologia, Celebridades e Hollywood (Companhia das Letras), lançado no Brasil em julho. No livro de 600 páginas, ele revela tudo sobre a religião: as crenças, os bastidores, as perseguições, os mistérios e as controvérsias, como mesmo domínio com que escreveu Vulto das Torres, a Al-Qaeda e o caminho até o 11/9, pelo qual venceu o prêmio Pulitzer de reportagem.
David Miscavige, líder da organização desde 1987 (Foto: © Luke MacGregor / Reuters)
Na lista de celebridades que foram atraídas pelo que muitos condenam ser uma seita, além de Tom Cruise, figuram nomes como o cantor Beck, Lisa Marie Presley e os atores John Travolta, Will Smith, Kirstie Alley, Juliette Lewis, Erika Christensen e Leah Remini (famosa pela sitcom The King of Queens), que recentemente se desligou da organização após três décadas de envolvimento. Em meio às polêmicas divulgadas na imprensa norte-americana Leah diz ter se cansado de anos de lavagem cerebral. A relação com David Miscavige já estava estremecida provavelmente desde que a atriz questionou o sumiço da amiga e esposa do líder, Shelly Miscavige, vista pela última vez em público em 2007.
É por esses e outros mistérios que a Cientologia desperta tanto interesse, repulsa e cada vez mais coleciona desafetos. Casos de abuso moral são relatados por ex-integrantes, a exemplo das punições envolvendo esforço físico e clausura, aplicadas a quem desobedece às regras de conduta; o rompimento compulsório com familiares que discordam da igreja; perseguição, vingança, manipulação, extorsão, batalhas jurídicas. A religião que nasceu nos Estados Unidos e foi ganhando força mundo afora (em 2004, Tom Cruise inaugurou uma enorme sede
em Madrid, na Espanha, onde ganhou a Medalha de Bravura Liberdade), soma 8 milhões de adeptos, segundo seus líderes.
FICÇÃO CIENTÍFICA
L. Ron. Hubbard, o fundador da Igreja da Cientologia, foi um escritor de ficção científica, explorador e físico nuclear que no início dos anos 50 escreveu Dianética – o Poder da Mente sobre o Corpo, uma espécie de obra de autoajuda. Por 28 semanas, o livro ficou na lista dos mais vendidos do New York Times. À época, no cenário do pós-guerra, as crenças religiosas estavam enfraquecidas e a população tomada pelo sentimento de luto. De um lado, a psicanálise era vista como uma importação europeia (e principalmente judia), demandava tempo e dinheiro, e havia o medo da terapia de eletrochoque. Do outro, Hubbard prometia desvendar os segredos da mente humana em poucos passos e com resultados superiores aos obtidos pela psicanálise.
Anos após o lançamento de Dianética, ele concluiu (acrescentando uma boa dose de ficção) que existiu, há 75 milhões de anos, a Confederação Galáctica, composta de 75 planetas e governada pelo imperador Xenu. Quando esse foi desmascarado por suas tiranias, a população decidiu tirá-lo do trono. Xenu, então, juntou seus soldados e partiu para uma batalha contra os bilhões de habitantes. O método usado para combatê-los foi congelar seus corpos e mandá-los, por meio de aviões espaciais, à Teegeeack, o que hoje é o planeta Terlos ra. Esses aviões eram jogados em vulcões e explodidos com bombas de hidrogênio.
L. Ron. Hubbard, criador da Cientologia (Foto: Evening Standard / Getty Images)
Como, para a Cientologia, o ser é imortal (ao espírito dão o nome de thetan) –, com a explosão foram libertados de encarnações corpóreas bilhões de thetans, que passaram a vagar pela “Terra” – almas, portanto, de pessoas que estão mortas há 75 milhões de anos. Eles acreditam que pode haver milhões de thetans em um só corpo e eles seriam os responsáveis por impedir o progresso espiritual. É preciso, então, eliminar Terlos para alcançar a liberdade espiritual e a felicidade. “O objetivo da igreja é ‘limpar o planeta’. Isso significa esclarecer a população com as verdades da Cientologia”, diz o escritor Lawrence Wright.
O processo de “purificação” começa comas auditorias, sessões onde os seguidores são submetidos a centenas de perguntas enquanto seguram dois bastões metálicos ligados a um aparelho chamado E-meter. Como um detector de mentiras, medem as reações do corpo, principalmente as relacionadas a sentimentos negativos. Até alcançar a liberdade espiritual, o indivíduo percorre muitos níveis e desembolsa milhares de dólares.
Em 1986, aos 75 anos, Hubbard sofreu um derrame e morreu. Foi enterrado em um mausoléu no deserto do Novo México. Ele não pode conhecer o cientologista que se transformaria no maior representante em Hollywood: Tom Cruise. Essa missão ficou para o seu sucessor, David Miscavige.
Sorte a dele, pois a empatia entre Cruise e Miscavige foi imediata. Descobriram a mesma paixão por carros e esportes radicais, além da aparência semelhante: ambos tinham estatura baixa e o físico trabalhado. Em pouco tempo de convivência, Dave detectou os traumas emocionais de Tom, provocados pela postura opressiva do pai na infância, e a insegurança vinda de uma dislexia. Miscavige não poupou esforços para bajulá-lo e mostrar a solução das suas fragilidades.
Em 1990, o envolvimento do astro com a Cientologia se tornou público, por meio de um artigo do tabloide Stars. Pouco antes, separado de Mimi Rogers, se encantou por Nicole Kidman, então com 21 anos. Embora a atriz não tivesse idade para viver uma neurocirurgiã em Dias de Trovão, Cruise a colocou no elenco. Casaram-se meses depois e Miscavige foi padrinho do noivo.
Tom e Nicole formavam o casal ideal para a Cientologia. Mas, depois de algum tempo, os líderes começaram a suspeitar que ele sofria influência do que a organização chama de “pessoa supressiva” (que se coloca no caminho espiritual de um thetan). A desconfiança surgiu porque o ator deveria estar em um nível acima da hierarquia. Ele era um OTII (sigla para “thetan operante”) e já podia ser um OTIII. Encontraram no pai de Nicole, um psicólogo, o motivo para o alerta; a Cientologia rejeita a psiquiatria. A atriz, que nunca havia demonstrado de fato entusiasmo coma religião, passou a ser vista com desconfiança.
Nicole Kidman foi a segunda mulher de Tom Cruise e foi obrigada a se tornar uma seguidora da Cientologia. Quando o casal se separou, a atriz foi acusada pela igreja de ser um perigo para seus filhos adotivos com Tom, Isabella e Connor (Foto: Terry McGinnis/WireImage)
Nicole foi a primeira mulher de Tom Cruise a ser vítima das manipulações da igreja. O que começou como uma vigilância, incluindo registros da rotina íntima do casal, terminou onze anos depois no divórcio e no afastamento dos filhos adotivos, Isabella e Connor Cruise, à época com 8 e 6 anos. Embora tenham se separado com a guarda compartilhada das crianças, elas escolheram ficar com o pai. Segundo testemunhas, a organização teria feito uma lavagem cerebral em Isabella e Connor, a ponto de classificarem a mãe como “uma pessoa supressiva e sociopata”. Nicole só queria preservar os filhos. “O elemento mais perturbador da Cientologia é a exploração de crianças. Muitas das quais são atraídas para o clero da igreja, o Sea Org, ainda jovens. Elas assinam contratos de ‘um bilhão de anos’, são reeducadas e cortam sua ligação com as famílias. Tudo em nome da religião”, diz Lawrence.
Penélope Cruz e Tom Cruise se aproximaram no set de Vanilla Sky, em 2001. Engataram um namoro de três anos e a atriz ganhou a inimizade de David Miscavige ao deixar claro que não abandonaria suas crenças budistas.Cansado do conflito entre sua vida amorosa e espiritual, Tom Cruise abriu precedentes para Miscavige iniciar a busca pela namorada ideal. O projeto secreto começou recrutando cerca de 100 atrizes da Cientologia. Foi dito a elas que passariam por audições para um vídeo de treinamento interno. Entre as perguntas feitas às moças, uma questionava: “O que você acha de Tom Cruise?”
Meses depois, os responsáveis pela pesquisa viram na iraniana Nazanin Boniadi, de 25 anos, a mulher perfeita. Bem-nascida, criada em Londres e formada em medicina, a moça tinha crescido na Cientologia. Mais importante que tudo isso, era sua posição. Naz era uma “OT V” e estava acima do que chamam de clear, “aquele que foi purificado de suas obsessões, medos e impulsos racionais”.
PLANO INFALÍVEL
A pretendente tinha um namorado, que trataram de dispensar. Em seguida, foi transferida para Los Angeles, ganhou um banho de loja de 20 mil dólares na Rodeo Drive e dois pedidos: que tirasse o aparelho dos dentes e escurecesse os cabelos, avermelhados. Repaginada, David a levou à Nova York com a desculpa de uma reunião. Acabaram “esbarrando” com Tom Cruise. Tudo ficou às claras. Naz assinou um contrato e, em poucas semanas, se mudou para a casa do astro.
UM DOS TEMPLOS DA CIENTOLOGIA, EM LOS ANGELES (Foto: Divulgação)
Do mesmo jeito que o relacionamento começou, terminou. Ela foi dispensada na primeira escorregada. E justo com David. Em um jantar em que ela e Cruise eram anfitriões, por duas vezes não entendeu o que Miscavige dizia – ele falava rápido e ela, no dia, não se sentia bem. Essa era uma atitude imperdoável para os cientologistas, pois a comunicação faz parte dos treinamentos. Foi o suficiente para ser repreendida pelo líder e pelo “namorado”. Semanas depois, pediram a ela que deixasse a casa.Decepcionada, Naz contou a uma amiga sobre o término e recebeu punição. Foi obrigada a escovar o chão de banheiros públicos.Segundo consta no livro A Prisão da Fé, os advogados de Cruise negam que os membros da igreja tenham arranjado uma companheira para ele.
MISSÃO POSSÍVEL
Mas a busca pela namorada perfeita continuou. Dessa vez, ampliaram o convite para atrizes de fora da Cientologia. Para atraí-las, anunciaram um teste para um papel em Missão Impossível. Scarlett Johanson, Lindsay Lohan e Katie Holmes estavam na lista.
Não é certo que Katie apareceu. O que se sabe é que em 2005 ela engatou um romance com Tom Cruise, que em 2006 nasceu a filha Suri, que em 2007 oficializaram a relação – e que, mais uma vez, David Miscavige foi padrinho. Ali, Katie selou a sua união com a Cientologia e durante os sete anos de casamento, passaram pouco tempo a sós. Enquanto Cruise decolou na carreira, Katie ficou como “a mulher do astro”. Até que cansou. Queria a filha longe da organização.
O pedido de divórcio no ano passado pegou Tom de surpresa. Por causa do acordo feito antes do casamento, o processo foi rapidamente resolvido. Katie teria levado 3 milhões de dólares por ano de relação, mas, para ter a guarda total da filha, abriu mão dos 18 milhões. Tom Cruise ganhou o direito de visitar a menina. O fato, no entanto, foi motivo de revolta, pois nenhum integrante da igreja pode manter contato com quem se desligou da Cientologia. “O indivíduo não deve se desviar do caminho que traçou nem questionar seus métodos”, escreveu Lawrence Right. Tanto é que Tom Cruise, do anonimato à fama, seguiu à risca essa máxima. Resta, agora, esperar pelo anúncio da sua próxima namorada.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Milhões de fiéis dançaram e rezaram com o Papa em Copacabana



AFP - Agence France-Presse
Publicação: 28/07/2013 19:04 Atualização:



A turística praia de Copacabana estava lotada, e não cabia uma agulha: segundo o Vaticano, foram mais de três milhões de fiéis que, juntos, assistiram à última missa do papa Francisco no Brasil, dançaram a coreografia de um contagiante "flashmob", e viveram momentos de profunda reflexão.
Como uma estrela do rock, Francisco fez um novo passeio pela avenida Atlântica e despertou a paixão dos fiéis. "Viva o papa!", gritavam os peregrinos, quando viam o pontífice passar. Mesmo assim, o barulho não foi capaz de acordar alguns que, após terem passado a noite anterior em vigília, foram vencidos pelo sono.

Longas filas para usar os banheiros químicos, lixo acumulado nas ruas, acampamentos improvisados impedindo a circulação das pessoas, empurrões, pisões, congestionamentos: encontrar um lugar na areia para ver a missa foi um pesadelo.

Do palco, avisos e músicas temáticas acalmavam os ânimos. "Se vê, se sente, o papa está presente!", exclamavam os peregrinos. Durante seu passeio de papamóvel, o pontífice parou para saudar fiéis, tomou mate, beijou crianças e, uma vez no altar, recebeu uma surpresa dos jovens: o "flashmob".
--- Música maestro ---

"Chegou a hora do maior 'flash mob' do mundo", anunciou o alto-falante, e a música começou a tocar. "Seja bem-vindo, bem-vindo entre nós/que bom ouvir sua voz", cantavam os jovens, enquanto dançavam a coreografia que foi divulgada, com a letra da canção, pela internet.

Raquel Maria Pedro Saad, uma brasileira de 19 anos, dançava com facilidade, dominando cada passo, cada balanço de braços, cada volta da coreografia, que milhares de sacerdotes, cardeais e bispos tentaram imitar - mas sem a mesma graça.

"Ensaiei todos os dias. Tive uma sensação de que a Igreja era uma só, foi muito emocionante", disse à AFP esta jovem de sorriso largo, acompanhada de um grupo de italianas que, assim como os religiosos, tiveram mais dificuldade para dançar a música "Bem-vindo papa Francisco".
De muito longe era possível ver as pontinhas dos dedos dos milhões de peregrinos que vibravam, guiados por um grupo de jovens que dançavam no altar.

Mais cedo, Anyne Karolina Romano, de 19, e Nathalia de Carvalho, de 17, passavam a coreografia. "Não, assim não, é assim", mostrava Anyne a Nathalia, que imitava os movimentos. Ambas passaram a noite em Copacabana.

"Tirando o frio, foi maravilhoso", disseram, em referência ao inverno austral que atacou a habitualmente quente "Cidade Maravilhosa" este ano.

Na JMJ de Madri, há dois anos, foi feita uma coreografia similiar.
Foi só a missa começar para o clima descontraído mudar: era hora de reflexão. Muitos peregrinos ouviam a cerimônia em suas línguas maternas através do rádio. Mas, em momentos coletivos, como a 'saudação da paz', foi curioso ver como todos se cumprimentavam em diferentes línguas. No final das contas, o rito é o mesmo.

Na areia, Maria Luisa Barbosa, de 45, fez como a maioria e levantou os braços para o céu durante a consagração das mãos nesta missa coletiva que, garante, foi um "presente de Deus" no dia do seu aniversário.

"É uma benção", disse, sorridente.
Poloneses felizes
Mal o Papa terminava de anunciar que a próxima JMJ seria realizada em Cracóvia, em 2016, e Robert Gryczka, de 25, já pulava gritando " Polônia, Polônia", balançando sua bandeira e abraçando a amiga Aguieska.

"É muito difícil descrever a sensação, é incrível, Polônia, uau!", disse à AFP pouco depois de ouvir a notícia. "Essa é a juventude do papa!", exclamou este jovem polonês enquanto se ajoelhava.
Cracóvia é a terra natal de João Paulo II (1920-2005), que será proclamado santo pelo papa no final deste ano.

A saída de Copacabana foi lenta e engarrafada, como já previam as autoridades. Numa das ruas do bairro, era possível escutar um samba, num ambiente que até lembrava o carnaval - mas sem álcool.
Em uma das ruas, uma menina vê Robert caminhando com sua bandeira, colocada em um grande mastro de plástico. "Aí está um polonês, ele deve estar muito feliz", disse ela, já em tom nostálgico. A JMJ dizia adeus ao Rio

sábado, 30 de março de 2013

Geneticista rebate Silas Malafaia sobre a homossexualidade



Geneticista rebate Silas Malafaia sobre a homossexualidade


O nome Silas Malafaia continuou entre os assuntos mais comentados desta terça-feira (5), dois dias após a exibição da entrevista do pastor no programa “De Frente com Gabi” o assunto ainda repercute e gera polêmicas.
Dessa vez as opiniões do líder evangélico foi questionada pelo biólogo Eli Vieira que se apresenta como mestre e doutorando em genética. Vieira gravou um vídeo questionando a parte da entrevista onde Malafaia afirma que a homossexualidade é comportamento por não haver combinação genética para a homossexualidade.

Vieira afirma que ao nascer o indivíduo não tem muitos comportamentos, apresentando uma pesquisa que diz que sim, que há genes que contribuem para a manifestação da orientação sexual.
Em pouco mais de 15 minutos o geneticista tenta refutar as falas do pastor mostrando pesquisas que contrapõem o pensamento que Silas Malafaia, psicólogo por formação, tem a respeito do homossexualismo.

Ao tomar conhecimento sobre o vídeo Malafaia usou sua conta no Twitter para se pronunciar, dizendo que o geneticista está se baseando em “suposição científica”. “Toda a argumentação que ele apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à Teoria da Evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada”.
Malafaia volta a repetir que não há ordem cromossômica que determine a homossexualidade, há apenas o que determina o macho e a fêmea. “Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas”, disse o pastor.

Assista ao vídeo:
Réplica de Malafaia:
“Minha resposta ao doutorando em Genética, que me parece estar defendendo a sua causa na questão da homossexualidade:
 
Toda a argumentação que ele apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à Teoria da Evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada.
 
Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas.
 
Dados de pesquisas americanas:
 
86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!
 
46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso.
 
Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais, leia o livro Nascido gay?, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto.
 
Mais uma para o pseudodoutor sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos.
 
[Algumas fontes de pesquisas do livro citado: TOMEO, M. E.; TEMPER, D. I.; ANDERSON, S. Kotler D. Archives of Sexual Behavior [Registros sobre comportamento sexual], outubro de 2011; 30(5):535-41 ; STODDAR, J. P.; DIBBLE, S. L.; FINEMAN, N. “Sexual and physical abuse: a comparison between lesbians and their heterosexual sisters”, in: Journal Of Homosexuality, 56(4):407-20, 2009.]
 
A verdade é esta: ninguém nasce gay. Não existe prova científica, apenas teorias científicas.”
Silas Malafaia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Vídeo que satiriza a Bíblia chega a 1,5 milhão de acessos

“Porta dos Fundos” provoca evangélicos no Youtube
por Jarbas Aragão



  • Vídeo que satiriza a Bíblia chega a 1,5 milhão de acessos 
    Vídeo que satiriza a Bíblia chega a 1,5 milhão de acessos 
     
    Os humoristas Fábio Porchat e Gregório Duvivier criaram em meados do ano passado o canal de humor ‘Porta dos Fundos’. Em pouco tempo tonou-se um dos maiores sucessos do Youtube no Brasil dos últimos tempos. No final de 2012 recebeu o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como melhor programa de humor. Trata-se de algo inédito para uma programa que só pode ser visto na internet.
    São dois vídeos curtos lançados por semana, com esquetes de humor sem preocupações com o “politicamente correto”. Entre os assuntos abordados está a religião.

    O rosto mais conhecido grupo que faz o “Porta dos Fundos” é Fábio Porchat. O humorista participa de “A Grande Família” e do programa “Esquenta”, ambos da Globo. Eles já receberam convite para levar o quadro pra TV, mas acreditam que isso estragaria o formato.

    “No canal, temos mais liberdade para falar palavrões e também citar assuntos que a televisão não permite. Ambas têm um ritmo diferente, elas são complementares”, explica Porchat.

    Seu vídeo mais recente chegou a quase um milhão e meio de visualizações em 3 dias. Trata-se de uma piada com Moisés e a entrega dos 10 mandamentos. Rapidamente foi reproduzido milhares de vezes nas redes sociais e vem causando polêmica especialmente entre os cristãos. Católicos e evangélicos se dizem indignados pelo que consideram um questionamento da inspiração das Escrituras.


    Nos mais de 14 mil comentários do vídeo no Youtube é possível ver todo o tipo de reação, desde apoio e risadas até quem considere uma blasfêmia e até condene os humoristas ao inferno. Um vídeo mais antigo deles mostrou Jesus sendo demitido do emprego numa carpintaria por ser “santo demais”.

    Para quem tem dúvidas de que se trata de algo que visa especialmente os evangélicos por conta das polêmicas da última semana, a descrição do vídeo colocada por seus autores diz “Há seis mil anos, quando um cabeludão descia um morro carregando pedra, ele era considerado maneiro. Hoje em dia, isso é crime. Mas uma coisa nunca mudou: onde houver um “Silas Malafaia”, as “Marilias Gabrielas” vão atrás”.

    Líder muçulmano defende que cristãs devem se cobrir para não serem estupradas

    Um líder muçulmano salafista radical, defensor da “polícia de costumes”, recentemente chocou os egípcios. Ele apareceu na TV Nahar durante o horário nobre, exigindo que as mulheres cristãs usem o véu para evitar serem estupradas.

    Hisham El-Ashry é fundador da Autoridade Promoção da Virtude e Prevenção do Vício. Ele também sugeriu durante o programa de televisão que o Egito implemente uma força policial que  percorra as ruas para garantir que a população está seguindo a lei islâmica. Grupos desse tipo já existem em outros países do Oriente Médio.

    “Eu estava me perguntando: Se eu chegasse ao poder, deixaria as mulheres cristãs permanecerem com a cabeça descoberta? Então pensei ‘Se elas querem ser estuprada nas ruas, então podem,” enfatizou el-Ashry, que é declaradamente um extremista.

    “Para o Egito se tornar plenamente islâmico, o álcool deve ser proibido e todas as mulheres devem ser cobertas”, finalizou.

    Recentemente, outro líder muçulmano do Oriente Médio defendeu que todas as mulheres cristãs deveriam ser estupradas.
    O Grande Mufti do Egito, Ali Gomaa, consultor oficial da lei islâmica, condenou os comentários de El-Ashry. “Este tipo de pensamento idiota é que procura desestabilizar ainda mais o que já é uma situação tensa”, declarou.

    As tensões entre cristãos coptas e muçulmanos estão em alta no Egito, pois a Constituição recém-aprovada e redigida por uma maioria muçulmana, poderá limitar as liberdades civis das minorias religiosas.
    O líder supremo copta do país, Tawadros II, declarou recentemente aos cristãos “Não tenham medo! Mesmo que os seres humanos sintam muito medo, lembre-se que Deus cuidará de você. Esta é uma mensagem coletiva porque o medo é contagioso [...] Esta é uma mensagem de tranquilidade”, acrescentou.
    Desde que a Irmandade Muçulmana, grupo do presidente Mohamed Morsi, assumiu o poder, as perseguições contra os cristãos cresceram no país, mas o governo se comprometeu a não impor códigos islâmicos de comportamento sobre os cristãos. Com informações de Christian Post e The Daily Star