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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Anthony Garotinho deixa Bangu com festa de aliados e ataques a Cabral

Anthony Garotinho deixa Bangu com festa de aliados e ataques a Cabral

Ex-governador não usará tornozeleira, mas está impedido de deixar o país. Presidente do PR também saiu da cadeia; os dois foram beneficiados por decisão de Gilmar Mendes.

Por G1 Rio
 

Anthony Garotinho deixa a cadeia no Rio de Janeiro
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho saiu do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, às 20h30 desta quinta-feira (21). Ele foi beneficiado por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um grupo de cerca de 20 pessoas, incluindo a filha dele, Clarissa Garotinho (PRB), fez festa na porta do presídio. Após cumprimentos, beijos e abraços, ele conversou com jornalistas. "Nada vai mudar as minhas convicções", declarou.
Anthony Garotinho e a mulher, a também ex-governadora Rosinha Matheus, foram presos no mês passado por crimes eleitorais em uma ação da Polícia Federal. Os dois negam as acusações.
Rosinha já respondia em liberdade. Garotinho agora também responderá o processo em casa. Não precisará usar tornozeleira eletrônica, mas está impedido de deixar o país – precisou entregar o passaporte à Justiça.
Presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues (ao centro), também deixou a cadeia nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)Presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues (ao centro), também deixou a cadeia nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)
Presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues (ao centro), também deixou a cadeia nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)

Presidente do PR solto

Gilmar Mendes também mandou soltar o ex-ministro dos Transportes e presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues. Alvo da mesma operação que Garotinho, ele chegou a ficar uma semana foragido, se entregou à Polícia Federal, e estava em Benfica. Na noite desta quinta, ele deixou o presídio sem falar com jornalistas.
Antonio Carlos é suspeito de negociar com o frigorífico JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador em 2014.

Polêmicas na prisão

Garotinho foi preso inicialmente na Cadeia Pública José Frederico Marques, mas saiu de lá após denunciar uma suposta agressão. No mesmo local está preso o ex-governador Sérgio Cabral e os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Todos são adversários políticos de Anthony Garotinho.
Ele prestou queixa em uma delegacia do Rio e foi transferido para o presídio de Bangu 8, na Zona Oeste da cidade. Em depoimento, ele contou que adormeceu e foi despertado por um homem de 1,70m, branco, alourado, de calça jeans, sapato e blusa azul claro, com um bastão parecido com um taco de beisebol.
Segundo Garotinho, o homem teria dito: “Você gosta muito de falar, não é?”. Ele relatou que logo depois, levou um golpe com o bastão no joelho.
O ex-governador contou, ainda, que o homem puxou uma pistola e disse: "Eu só não vou te matar para não sujar para o pessoal aqui do lado", apontando em direção à galeria onde estão os presos da Lava Jato.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a existência de ferimentos no joelho e em um dos pés. As imagens de câmeras de segurança da unidade, no entanto, não mostraram nenhuma movimentação.
"A hipótese de edição nessas imagens é bem difícil, não vou dizer falaciosa. A resposta final será dos peritos", disse o delegado Wellington Vieira.
Ao ser questionado sobre a dificuldade de algum suposto agressor chegar até a cela, o delegado disse que a pessoa teria que passar por 12 portas. Anteriormente, alguns agentes penitenciários teriam falado em quatro portas.
"Na verdade, são mais de quatro portas. Eu contei 12 portas desde a portaria até a cela onde ele estava, que é a B4. Inclusive presos que estão na cela oposta vão ser inquiridos para que a gente consiga saber deles se os presos sentiram ou ouviram alguma coisa estranha", disse. Vieira ainda destacou que o sistema de segurança é bem feito que um possível agressor teria que passar por muitas barreiras até chegar a cela de Garotinho. O ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes e outros detentos também foram ouvidos sobre o caso.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Sou formado, mas não sei nada!

Sou formado, mas não sei nada!

Terça-Feira, 19 De Junho De 2012

  / por Dionatan Simioni


O texto abaixo retrata a realidade de boa parte das pessoas que se formam na área de tecnologia em geral. Foi escrito por Edgard Davidson em 2009, mas é impressionante como ainda hoje o que está descrito abaixo se faz presente. Se pudesse assinar um texto como se fosse meu, seria este. Vale muito a pena ler e refletir.


“Esse post é dedicado às pessoas que se formaram ou estão se formando em cursos de graduação na área da computação como: Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Analise e Desenvolvimento de Sistemas e afins. Vale ressaltar que as opiniões apresentadas abaixo são exclusivamente minhas. Então leia, pense, reflita e forme suas próprias opiniões sobre o assunto.
Se você formou ou está para formar e tem a impressão que não sabe nada, não se sinta tão mal, você não é o único. Mas porque isso ocorre? Vou dar minha opinião. Como sou discente e docente me sinto capacitado para opinar sobre os dois pontos de vista.
Se você tem a impressão de não saber nada, a tendência natural é de logo tentar achar um culpado. Será que é culpa do curso? Será que é culpa da instituição de ensino? Será que é culpa dos professores? Será que é culpa do aluno? Ou será que a culpa é da tia da cantina?
Este tema chega até ser engraçado. Lembro-me claramente quando formei (que não faz muito tempo). Nessa ocasião eu fiz a seguinte pergunta pra mim mesmo:
  • Pergunta pra mim mesmo: “Blz, fiquei aqui nesse curso por quatro anos e o que de fato eu sei?”
  • Resposta para mim mesmo: “puts, pqp não sei porra nenhuma…”
É amigo… e o pior que esse não é um sentimento só meu. Meus amigos que formaram comigo também me confessaram o mesmo sentimento, amigos que formaram depois idem, colegas de trabalho idem, meus alunos idem.
O interessante é que não importa qual foi o curso nem qual foi a instituição de ensino que o cara estudou. Todos têm o mesmo sentimento.
Mas então? Por que isso acontece? Na realidade, na visão que tenho é que academia e mercado não andam alinhados. No mercado a vida não é tão bela quanto na academia e na academia não se vê o que o mercado necessita.
  • Então o curso é responsável. Na graduação você vê um monte de matéria que basicamente então inseridas em um monte de disciplinas isoladamente, que dificilmente irá passar uma visão integrada de tudo. Existe um monte de disciplinas retardadas no meio. Na minha graduação, por exemplo, quase metade das disciplinas poderiam ser jogadas fora. Existem cursos que as disciplinas não são bem sequenciadas, a ementa não é bem elaborada, as referências bibliográficas são ruins e por aí vai.
  • Então a instituição de ensino é responsável. Pelos profissionais que contrata. Pela política que adota. Pela estrutura deficitária.
  • Então os professores são responsáveis. Quem já não teve um professor morcegão? Quem já não teve um professor que não dominava o conteúdo? Quem já não teve um professor que não tinha didática para ensinar? Quem já não teve um professor que não cumpria o plano de ensino? Quem já não teve um professor mala sem alça?
  • Então o alunos são responsáveis. Quando mata aula. Quando copia trabalhos. Quando não é curioso para saber mais do que é visto em sala. Quando fica com o Notebook ligado no MSN no meio da aula. Quando em vez de fazer para aprender fica reclamando de tudo. Quando é displicente. Quando acha que nada é importante.
  • E a tia da cantina? Coitada, essa não tem culpa de nada…
Mas isso não quer dizer que tudo é uma enganação. Existem cursos, instituições, professores e alunos excelentes. Eu em especial tenho que agradecer o pouco que sei a grandes professores que tive pelo caminho. Principalmente aqueles que tinham a fama de carrascos, tiranos, que não davam mole para aluno, que quase todo mundo era reprovado. Esses são os caras que eu mais agradeço hoje, na época eu tinha vontade de matá-los, mas hoje se sei alguma coisa, devo muito a pressão que sofri desses professores e hoje agradeço por isso.
Também tem que parar para pensar sobre uma coisa. Tudo bem, se eu tenho a impressão que não sei nada, então o que eu deveria saber para me sentir mais confiante? Então lá vai: Java, C++, Flex, .net, PHP, Ruby on Rails, Delphi, HTML,CSS, JavaScript, ASP, Ajax, SQL, Oracle, MS-SQL Server, MySQL, CMMI, MPS-BR, RUP, XP, Scrum, PMI, Bpel, BPM, UML, POO, teste, Frameworks, Padrões de Projetos, Análise de Sistemas, Arquitetura de Sistemas, PO e por aí vai, com certeza esqueci um monte de coisa, como coisas que nem eu mesmo sei que eu deveria saber. É muita coisa. E o pior não é isso. O pior é quando você está dominando uma tecnologia, logo vem outra melhor para substituí-la e você já tem que aprender tudo de novo.
Se você tem a impressão de não saber nada não quer necessariamente que você não sabe nada. Isso quer dizer que você tem muito o que aprender, mas pelo menos sabe que tem que aprender. Isso é um indício que você não é um acomodado. E os acomodados irão queimar no mármore do inferno.
Não obstante, as pessoas têm o costume de achar que as coisas que elas sabem são fáceis, mas elas esquecem o quanto foi difícil aprender, ou seja, depois que você sabe, tudo se torna fácil!
Agora um ponto é verdade. Na graduação você aprenderá a programar, e, programar é uma coisa, desenvolver aplicações é outra totalmente diferente. Quando o sujeito sai da escola sabendo programar e descobre que no mercado ele terá que desenvolver aplicações, então volta novamente a impressão de não saber nada. Conclusão, quem irá sobreviver? Irá sobreviver apenas aqueles que têm uma boa base teórica e é curioso por natureza. Caso contrário, será sempre um medíocre com ou sem escola.”