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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Cientistas convertem dados da Voyager 1 em uma incrível “música espacial”

Cientistas convertem dados da Voyager 1 em uma incrível “música espacial”


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Você já ouviu falar em “sonificação de dados”? É a conversão de informações, como medições científicas, em sinais audíveis, a exemplo de sons, notas musicais e melodias. Uma equipe de pesquisadores criou uma “música espacial” com base em 40 anos de comunicação cósmica entre a agência espacial norte-americana NASA e a sonda Voyager, lançada em 1977 para estudar Júpiter e Saturno.

O resultado é esse aqui, que você pode apreciar enquanto lê os detalhes de como ela foi feita:https://soundcloud.com/digital-trends/music-created-using-data-measurements-sent-from-the-voyager-1-spacecraft

A faixa foi criada por Domenico Vicinanza, da rede educacional pan-europeia GÉANT, e Genevieve Williams, da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Eles usaram os números coletados para executar uma trilha de três minutos, com o uso de violino, flauta, trompa e a percussão de Glockenspiel.
Voyager NASA

A dupla explorou algoritmos para mapear o tempo entre os registros feito pelo detector das Low-Energy Charged Particles (LECPs) para determinar os intervalos entre as notas em escala. O aumento e a diminuição do índice é que ditam o tom alto ou baixo. “Assim a música herda as características estruturais dos dados — suas regularidades, suas características e comportamento”, explica Vicinanza.

O conceito veio de Kepler

A ideia não é tão nova assim, parte dos princípios clássicos de Johannes Kepler no trabalho “Harmonices Mundi”, em que o famoso astrônomo calcula a velocidade dos planetas para representar suas órbitas elípticas.

“O que fizemos com a Voyager 1 foi semelhante com o que Kepler fez. Nossa sonificação é baseada nas medições vindas do LECP, mapeamos o número de partículas que chegaram até o detector de som. Quanto maior a conta, maior o tom. Cada número que vem do detector vira uma nota musical, criando uma melodia que segue toda a jornada da nave espacial”, destaca Vicinanza.

voyager nasa

A ideia da dupla, assim como Kepler tinha em mente, é fazer com que possamos entender melhor como funciona o cosmos de maneiras pouco convencionais. Dessa forma, a viagem cósmica proporcionada pela bela trilha descreve o trajeto da Voyager 1, incluindo o épico momento dramático de sua aproximação a Júpiter e Saturno e a entrada no espaço interestelar.

Vulcão em Bali dá sinais de ‘grande erupção a qualquer momento’


Edição do dia 27/11/2017
27/11/2017 21h26 - Atualizado em 27/11/2017 21h26

Vulcão em Bali dá sinais de ‘grande erupção a qualquer momento’ 

 

Terremotos são diários e cem mil pessoas foram orientadas a sair de casa.
Última vez que Agung entrou em erupção foi em 1963; 1.500 morreram.


O governo da Indonésia mandou retirar milhares de pessoas da ilha de Bali por causa de um vulcão.
Colunas de fumaça, poeira e cinzas que sobem quatro mil metros de altura, rios de lama correndo montanha abaixo. O vulcão do monte Agung dá sinais do que os especialistas afirmam ser uma “grande erupção a qualquer momento”.

Mais de cem mil pessoas foram orientadas a sair de casa e uma grande zona de exclusão foi criada ao redor da montanha. Famílias inteiras estão em abrigos e ouvindo os estouros que saem do vulcão. Um clima tenso que já dura meses.

Desde setembro, terremotos diários são registrados - tremores cada vez mais fortes e mais próximos à superfície. Por isso, as autoridades elevaram o nível de alerta para 4, o mais perigoso.

A última vez que o vulcão do monte Agung entrou em erupção foi em 1963, e foi uma tragédia, com mais de 1.500 mortes.

O Agung fica na ilha de Bali, o principal destino turístico da Indonésia. O único aeroporto da ilha, grande e com diversos voos internacionais, está fechado. As cinzas do Agung são um risco para as turbinas dos aviões.

Milhares de turistas, que sempre lamentam quando as férias acabam, agora não veem a hora de voltar para casa.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Irma. Número de mortos sobe para 59 e alguns moradores já podem regressar a casa

Irma. Número de mortos sobe para 59 e alguns moradores já podem regressar a casa

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O número de mortos provocados pela passagem do furacão Irma sobe para 22 nos Estados Unidos. Ao todo são já 59. Alguns moradores da Flórida já puderam regressar a casa.
Depois do rasto de destruição deixado nas Caraíbas, sabe-se que agora que o número de vítimas da passagem do furacão Irma – categoria 4 – nos Estados Unidos subiu para 22, totalizando já 59 vítimas mortais. Pelo menos 2 milhões de pessoas já têm acesso a eletricidade.
Todas as 42 pontes do condado de Monroe, que inclui as Florida Keys, já foram inspecionadas e “consideradas seguras para veículos”, anunciou porta-voz do condado. Na terça-feira a Florida Power & Light Co. já tinha restabelecido o fornecimento de eletricidade a 2,3 milhões de clientes – cerca de 40% das pessoas afetadas em todo o estado norte-americano.
Pelo menos 4,4 milhões de pessoas continuam sem acesso a eletricidade. A empresa garantiu que os clientes na costa este podem contar com o restabelecimento de energia até domingo, 17 de setembro. Já os moradores da costa oeste podem ter que esperar até 22 de setembro.
Após vários dias recolhidos em centros de apoio, abrigos e hotéis, os residentes da Flórida podem, na sua maioria, regressar a casa para enfrentar os processos de limpeza e reconstrução que se poderão arrastar durante meses. Apenas os residentes de zonas inundadas ou completamente destruídas devem permanecer nos abrigos.
O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que deverá visitar o estado da Flórida na quinta-feira.
Alguns dos moradores já autorizados a regressar a casa são os de Miami Beach e Florida Keys – só os da zona norte. As Florida Keys estiveram inacessíveis durante dias após a entrada do Irma em território norte-americano, com ventos de 220 quilómetros por hora e uma subida das águas do mar de três metros.
Florida Keys
O governador da Flórida, Rick Scott, disse que o furacão deixou efeitos “devastadores” nas Keys, onde pelo menos uma pessoa morreu. Na manhã de terça-feira, muitos moradores puderam ver os estragos em primeira pessoa. Contudo, falta garantir o fornecimento de energia, água, saneamento, serviços médicos e rede móvel.
Mas nem toda a gente evacuou as ilhas. O responsável por gestão de emergências do estado, Bryan Koon, garantiu que pelo menos 10 mil pessoas terão ficado para trás, e que o contacto e acesso às ilhas a sul poderá levar algum tempo.
Um sinal colocado à porta de uma casa em Key West, onde a subida do nível da água do mar terá sido entre os 3 e os 5 metros (Foto. Marc Serota/Getty Images)
Também os residentes de Miami Beach puderam regressar a casa. Limpezas de escombros e escoamento de águas está na ordem dos próximos dias. A icónica Ocean Drive ficou coberta de areia e árvores caídas. Alguns empresários de restauração e comércio começaram também a abrir as portas para avaliar os estragos – ou o stock roubado por pilhadores.
Mais de 50 pessoas foram detidas em Miami em poucos dias por arrombamento e furto de vários estabelecimentos. O chefe da polícia Luis Cabrera já tinha dito que ia ter “tolerância zero para quem tirar proveito da tragédia”.
Em Jacksonville e Charleston, a chuva intensa quebrou recordes de inundação (cerca de 5 metros) e obrigou ao resgate de cerca de 400 pessoas, mas nenhuma morte foi ainda contabilizada.
Nas Caraíbas, nomeadamente em São Bartolomeu, a normalidade regressa, como nos mostra esta fotografia enviada por Eulália Pinto, uma portuguesa na ilha. Os supermercados vão abrindo, farmácias e padarias também, mas o sentido de entreajuda têm sido visível em toda a ilha. “É assim um pouco por todo o lado”, explica ao Observador.
A ajuda tem chegado a São Bartolomeu (Foto: Eulália Pinto)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Liga Espanhola não aceitará pagamento da multa rescisória de Neymar

Jornal: Liga Espanhola não aceitará pagamento da multa rescisória de Neymar

Para concluir transação, PSG tem que pagar à entidade, que verificaria possíveis pendências e repassaria dinheiro ao Barça. Segundo "Sport", "La Liga" bloqueará transaçãoPor GloboEsporte.com, Barcelona

A novela da possível transferência de Neymar do Barcelona para o PSG ganha um novo personagem a cada dia. Nesta terça-feira, a “La Liga”, liga que organiza o Campeonato Espanhol, surgiu como protagonista. O jornal catalão “Sport” afirma que a entidade não aceitará o depósito, por parte dos franceses, do pagamento da multa rescisória do brasileiro no valor de 222 milhões de euros (cerca de R$ 821 milhões). 

De acordo com o veículo, o motivo seria os problemas contratuais do jogador que envolvem o pagamento do bônus referente à renovação do vínculo com o Barcelona. Quando estendeu o contrato com o Barça até 2021, Neymar e acertou o recebimento de 26 milhões de euros (R$ 96 milhões) em premiação. 

O montante seria pago na última segunda. No entanto, diante da indefinição sobre o futuro do atleta, o time azul-grená decidiu depositar o dinheiro em juízo até que tudo se resolva. E não está disposto a pagar o valor integral, caso o brasileiro vá ao PSG. 

Jornal Jornal  
Jornal "Sport" estampa em sua capa o possível impedimento para transação de Neymar (Foto: Reprodução/Sport) 
 
Para concluir a operação, o time francês deve pagar os 222 milhões de euros à “La Liga”. Antes de repassar o valor ao Barcelona, o órgão verificaria se há pendências e impedimentos. Segundo fontes do jornal “Sport”, a transação não será permitida pela entidade.  


Em entrevista ao jornal catalão, o dirigente reafirmou que estuda tal possibilidade. E ressaltou que os valores da transferência não são coerentes com os ganhos do time parisiense.– Mesmo que o PSG não pague a cláusula, vamos denunciá-lo. Já advertimos o presidente do Paris Saint-Germain que íamos fazer e vemos que a política do PSG segue a mesma linha. Não podem criar números que seus direitos comerciais superem os de Real Madrid ou Barcelona. Ninguém acredita nisso – declarou Tebas, ao diário “Sport”. 

O jornal afirma, antes de liberar Neymar para assinar com o PSG, “La Liga” deve chamar o brasileiro e o PSG para explicar a operação financeira. O time francês terá que mostrar que não está descumprindo normas do Fair Play Financeiro. 

O regulamento da Uefa prevê que os proprietários, ou acionistas majoritários de clubes, façam seus investimentos através de contratos de patrocínio. É o caso do PSG, pertencente ao empresário Nasser Al-Khelaïfi, do Catar, que usa empresas ligadas ao governo do país para injetar dinheiro no clube. O clube francês precisará provar que tem faturamento que o possibilite a transação  

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Encontrados destroços de avião militar birmanês que despareceu com mais de 100 pessoas

Encontrados destroços de avião militar birmanês que despareceu com mais de 100 pessoas


    

 postado em 07/06/2017 10:31

A Força Aérea birmanesa anunciou ter encontrado destroços do avião militar, com 116 pessoas a bordo, desaparecido nesta quarta-feira na costa sudeste do país, segundo as primeiras informações.
"Encontramos peças do avião no mar", a 218 quilômetros de Dawei (sudeste de Mianmar), declarou à AFP Naing Lin Zaw, responsável da Força Aérea.
"A comunicação foi logo perdida, às 13h35 [04h05 de Brasília]", anunciou anteriormente o general Min Aung Hlaing, comandante das Forças Armadas, em sua página do Facebook.
O general afirmou que 106 soldados estavam a bordo, além de membros de suas famílias e 14 pessoas da tripulação, mas sem fornecer o número exato. Uma fonte do aeroporto falou em 116 pessoas no total.
"São realizadas operações de busca e resgate com o apoio de aviões e navios militares", acrescentou o chefe das Forças Armadas.
O contato com o avião foi perdido quando sobrevoava a região de Dawei, sudeste de Mianmar, perto do mar Andaman.
O avião decolou pouco antes da cidade de Myeik, sul de Mianmar, e deveria pousar em Yangun, a capital econômica do país.
"Esse tipo de voo é organizado duas vezes por mês para as famílias dos militares", explicou uma fonte do aeroporto à AFP.
"Nos orientamos para um incidente técnico. O tempo estava bom", acrescentou a fonte.
A manutenção do equipamento militar neste país, um dos mais pobres do sudeste asiático, é objeto de dúvidas, apesar do peso político das Forças Armadas.