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terça-feira, 30 de maio de 2017

Linux: cinco opções para personalizar o ambiente de trabalho do seu PC

Linux: cinco opções para personalizar o ambiente de trabalho do seu PC

Paulo Alves
por
Para o TechTudo 
O tempo em que o Linux apresentava uma interface difícil de ser operada por usuários já acabou. Hoje, temas com diferentes aparências podem ser instalados com facilidade e deixar o desktop do sistema open source completamente personalizado. Confira cinco ambientes de trabalho para Linux e baixe.

Gnome Shell é interface clássica com um toque moderno (Foto: divulgação/ Gnome Shell)Gnome Shell é interface clássica com um toque moderno (Foto: Divulgação/ Gnome Shell)
A versão mais recente do famoso ambiente de trabalho Gnome está cheia de novidades para deixar a interface do Linux mais moderna. Os elementos de interatividade são os mesmos de sempre, mas há sombras que a deixam mais elegante.

O ambiente de trabalho traz um lançador de aplicativos personalizável, menu superior com barra de status, pesquisa de itens, gerenciador de arquivos, janelas e aplicações, além de área de notificações. Ele ainda oferece suporte para a touchpads com multi-toques, modo de prévias de janelas abertas parecido com o visto no tema Aero do Windows 7, todas as extensões complementos e widgets criados pela comunidade de usuários.

Cinnamon é um ambiente de trabalho inspirado no Windows clássico (Foto: divulgação/Cinnamon)Cinnamon é um ambiente de trabalho inspirado no Windows clássico (Foto: divulgação/Cinnamon)

Para quem é fã da interface do Windows, mas quer aproveitar a estabilidade do Linux, o ambiente de trabalho Cinnamon é o mais recomendado. Ele traz diversos elementos similares à plataforma da Microsoft, incluindo barra de tarefas na parte debaixo da tela - que agrupa as janelas minimizadas, menu de aplicativos no lugar do menu Iniciar e a lista de apps rodando em segundo plano no canto direito inferior.

Vale dizer que o Cinnamon é tão customizável quanto o Gnome, já que surgiu dele. Esse ambiente de trabalho também tem a facilidade de ser compatível com a maioria das distribuições Linux disponíveis, como Fedora, Arch e Mint.

Xfce (Foto: divulgação/Xfce)Xfce é o ambiente de trabalho mais leve para Linux (Foto: divulgação/Xfce)
Elementos gráficos elegantes não são o forte da Xfce, uma interface feita para economizar o máximo de recursos do computador. É o ambiente de trabalho que menos consome memória da máquina, o que a torna ideal para usar em dispositivos modestos, como Chromebooks com chip ARM – o modelo da Samsung, vendido no Brasil, roda Linux com Xfce perfeitamente.

Qual é a versão do Linux mais rápida? Veja no Fórum do TechTudo.

Mas, apesar da simplicidade, Xfce é a que mais permite personalização. Ícones e outros itens podem ser trocados facilmente por algo mais atrativo e mais difícil de ser realizado em outros ambientes desktop. Ele conta também com painel de configurações, gerenciadores de janelas, de desktop e de arquivos, além de um lançador de aplicativos.

Polido em vários aspectos, KDE é umas das opções com design mais agradável  (Foto: Divulgação/KDE)Polido em vários aspectos, KDE é umas das opções com design mais agradável (Foto: Divulgação/KDE)


Originalmente chamado de K Desktop Environment, o KDE é um desktop com design impecável, com sombras, fontes e outros detalhes que lembram o Mac OS X Yosemite

A ideia por trás dos desenvolvedores, que oferecem outros apps para Linux, é criar uma experiência simples de usar e, ao mesmo tempo, agradável visualmente. O resultado é excelente, e não fica atrás de outras opções, em termos de customização.

A versão mais recente, chamada de Plasma, oferece alguns recursos novos, como otimização para uso em telas menores, muito útil para quem usa Linux em um netbook antigo com display de 10 polegadas.

Unity se destaca pela popularidade, especialmente entre usuários Ubuntu (Foto: Reprodução/Lifehacker) 

Unity se destaca pela popularidade, especialmente entre usuários Ubuntu (Foto: Divulgação/ Unity)
Criada a partir do Gnome Shell pela Canonical, para ser usada no Ubuntu, o ambiente de trabalho Unity traz em seu DNA o estilo já conhecido da distribuição mais popular do Linux, com tons em vermelho e uma barra lateral para lançar apps e gerenciar todo o conteúdo da máquina. 

Sua grande vantagem é a capacidade de conviver com qualquer outro app instalado pelo usuário, já que se concentra mais em ser uma interface do que um conjunto de programas.

Apesar das opiniões sobre o Unity serem divididas, é inegável seu apelo a boa parte dos usuários de Linux, especialmente os mais amadores que se aventuram por um sistema novo e que escolhem o Ubuntu. Além disso, ele traz alguns recursos interessantes, como suporte a telas touchscreen, busca local e web integrada junto com prévias que se parecem com as do OS X, entre outros.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Roger Moore, ator de '007', morre aos 89 anos

Família usou o Twitter do ator para enviar um comunicado oficial e relatar que o ator morreu na Suíça 'após uma curta, mas brava, batalha contra o câncer'.


O ator Roger Moore, famoso por seu papel como James Bond na franquia de filmes "007", morreu aos 89 anos nesta terça-feira (23) na Suíça. A família do ator enviou um comunicado pelo Twitter e afirmou estar devastada. Ele estava em tratamento contra um câncer.
"É com o coração pesado que nós anunciamos que nosso amado pai, Sir Roger Moore, faleceu hoje na Suíça após uma curta, mas brava, batalha contra câncer. O amor com que ele foi cercado em seus dias finais foi tão grande que não pode ser quantificado apenas em palavras”, escreveram seus filhos Deborah, Geoffrey e Cristian. Moore era casado com Kristina Tholstrup desde 2002. Segundo a família, Moore será velado em uma cerimônica privada em Mônaco.
Nascido em Londres em 1927, Moore trabalhou como modelo até o começo dos anos 1950. Depois disso assinou um contrato de sete anos com a MGM, mas suas produções iniciais não fizeram muito sucesso.
A fama só veio com seu papel como Ivanhoé, na série britânica “O Santo”, entre 1962 e 1969, e como Brett Sinclair, em “The Persuaders”.

Eterno "007"

A carreira como James Bond começou em 1973, no filme “Só Viva e Deixe Morrer”. Moore tinha a árdua missão de substituir Sean Connery, que encarnou o espião por quase uma década.
Moore interpretou o 007 em sete filmes e foi o ator a encenar o agente secreto por mais tempo: durante 12 anos. Após “Live and Let Die (Só Viva e Deixe Morrer)”, veio a repetição do personagem em “The Man with the Golden Gun (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro”, em 1974; “The Spy Who Loved Me (O Espião que me amava)”, de 1977; “Moonraker (007 contra o Foguete da Morte)”, de 1979; e “For Your Eyes Only (007 - Somente para Seus Olhos), de 1981.
Roger Moore se despediu do personagem em 1985, com “A View to a Kill (Na Mira dos Assassinos)”.
Embora tenha dezenas de filmes no currículo, Moore era tratado como "eterno 007". Mas o título não incomodava o ator. "Ser eternamente conhecido como Bond não têm desvantagem”, afirmou Moore em 2014. “As pessoas às vezes me chamam de ‘Sr. Bond’ quando eu estou fora e eu não me importo nada com isso. Por que eu deveria?”

Ações sociais

Além de sua vida diante das câmeras, Moore era conhecido por suas obras de caridade. Ele participava de várias ações para arrecadar fundos que seriam doados aos mais necessitados. Por esse trabalho, o ator foi escolhido como embaixador da boa vontade da Unicef. Em 1991, Moore visitou o Brasil para dar ao ator Renato Aragão o título de representante da Unicef no país.
Além disso, por seu trabalho na agência da ONU, o ator foi condecorado pela rainha Elizabeth II como Cavaleiro do Império Britânico em 1999 e passou a ser Sir Roger Moore.
Vídeo comemorativo aos 85 anos de carreira de Roger Moore mostra um breve resumo da carreira do ator
Roger Moore posa com o prêmio Don Quixote, em Londres, em 1968 (Foto: AP Photo/Arquivo)

Roger Moore posa com o prêmio Don Quixote, em Londres, em 1968 (Foto: AP Photo/Arquivo)

Roger Moore e Jane Seymour em 'Com 007 viva e deixe morrer' (1973) (Foto: Divulgação)
Roger Moore posa acompanhado de sua mulher, Cristina Tholstrup, na chegada para a festa de gala do Princess Grace Awards em Mônaco, em setembro de 2015 (Foto: Valery Hache/AFP/Arquivo)iew image on TwitterView image on Twitter

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fracasso do Barça na temporada expõe má fase de La Masia e milhões mal gastos

Fracasso do Barça na temporada expõe má fase de La Masia e milhões mal gastos

Clube investiu 122,5 milhões de euros em reforços, que não corresponderam, e ainda deixou Daniel Alves ir embora. Base passa por período complicado, sem novas opções para o elenco principal. O Barcelona começa toda temporada com três objetivos em uma escala de importância. Em primeiro lugar está a Liga dos Campeões, que é ponto mais alto da Europa. Em segundo está o Campeonato Espanhol, que também é visto como muito importante para demarcar a supremacia no próprio país. Em terceiro vem a Copa do Rei, torneio que é muito pouco valorizado em relação aos outros dois e que só ganhou mais atenção no passado quando foi disputado em uma final contra o Real Madrid ou quando completou a chamada tríplice coroa. Isso explica porque esta temporada do Barça é considerada por diretoria e torcida um fracasso, apesar de o time ainda poder terminá-la com um título - exatamente o da Copa do Rei, cuja final será neste sábado, contra o modesto Alavés, no Vicente Calderón, em Madri.

O momento mais espetacular desta Champions foi protagonizado pelo próprio Barcelona, quando conquistou uma incrível "remontada" nas oitavas de final ao derrotar o Paris Saint-Germain por 6 a 1 no Camp Nou após ter perdido por 4 a 0 na França. No entanto, a equipe voltou a vacilar nas quartas e não passou da forte Juventus. Pelo segundo ano consecutivo não chegou às semifinais.
No Espanhol, onde o Barça vinha sendo soberado nos últimos anos, desta vez quem tomou a liderança e a segurou até o final foi o Real Madrid, que se tornou campeão nesse domingo. Para piorar, o maior rival também pode ser campeão da Champions, e pelo segundo ano seguido: vai enfrentar a Juventus na decisão do dia 3 de junho, em Cardiff, no País de Gales.
Apesar de ter o trio Messi/Suárez/Neymar sempre em destaque - os três novamente fizeram mais de 100 gols na temporada -, é justo dizer que o Barcelona não é mais o melhor time do mundo, como já foi considerado outrora. No confronto com a Juventus, por exemplo, a equipe italiana mostrou ser superior como conjunto e se classificou com justiça. E essa queda recente do clube expõe alguns problemas: muitos milhões foram mal gastos em contratações para a temporada, atualmente faltam grandes talentos na famosa categoria de base de La Masia, além de decisões erradas terem sido tomadas pela diretoria, como a saída de Daniel Alves.
 (Foto: GloboEsporte.com) (Foto: GloboEsporte.com)
(Foto: GloboEsporte.com)
Não faltou investimento do clube em contratações. Foram gastos no total 122,5 milhões de euros (R$ 447 milhões, na cotação deste fim de semana), valor bastante alto. No entanto, o rendimento desses reforços coloca em xeque a capacidade do secretário técnico Robert Fernández. Dos seis jogadores que chegaram, apenas um se mostrou à altura do time: o jovem zagueiro francês Umtiti, que deixou Mascherano na reserva em boa parte da temporada. Os demais não passaram de meros coadjuvantes. O mais caro deles, o meio-campista português André Gomes, custou incríveis 35 milhões de euros e não esteve nem perto de justificar esse valor. O segundo mais caro, o atacante Paco Alcácer, teve pouquíssimas oportunidades por ser reserva do MSN.
- O Barça fracassou primeiramente porque as contratações, exceto Umtiti, não deram mostras de que poderiam competir pela titularidade. A equipe foi muito irregular, combinando fases muito boas com outras muito ruins - analisou Roger Torelló, jornalista que cobre o clube blaugrana diariamente para o jornal catalão "Mundo Deportivo".
Outro ponto preocupante é a pouca (ou quase nenhuma) utilização de novos jogadores das categorias de base. La Masia, que revelou craques como Messi, Iniesta, Xavi e outros grandes nomes como Piqué, Fábregas e Busquets, há algum tempo não produz um talento desse porte. Nesta temporada, o meio-campista Carlos Aleñá, de 19 anos, foi quem mais apareceu nos treinamentos do time principal, ainda assim com mínima representatividade. O jogador do Barça B que parece ter ganhado mais espaço é o brasileiro Marlon, que não é de La Masia, e sim cria de Xerém e foi comprado pelo clube catalão. O técnico Luis Enrique foi direto sobre o tema.
- Tirei pouco do Barça B? Se alguns não têm nível suficiente, não há por que subir com eles ao profissional - disse o comandante, em uma de suas últimas coletivas de imprensa.
Jogadores do Barça B: fora Marlon, quem lhe é familiar? (Foto: Reprodução / Twitter)Jogadores do Barça B: fora Marlon, quem lhe é familiar? (Foto: Reprodução / Twitter)
Jogadores do Barça B: fora Marlon, quem lhe é familiar? (Foto: Reprodução / Twitter)
Desvalorizado pelo Barça, Dani Alves brilha na Juventus
A lateral direita do time de Luis Enrique foi um problemão durante toda a temporada, e isso evidencia um dos grandes erros cometidos pela diretoria. Não deram o devido valor a Daniel Alves e deixaram que ele saísse de graça para a Juventus, campeã italiana, da Copa a Itália e finalista da Champions - com o brasileiro protagonista. Enquanto isso, o Barça contou com Sergi Roberto e o lesionado Aleix Vidal, jogadores muito abaixo de Daniel.
- Eu gosto que me queiram, e se não me querem, me vou. Sair gratuitamente do Barcelona foi um tapa com classe. Durante minhas três últimas temporadas, sempre escutava que Alves sairia, mas os diretores nunca me diziam nada na cara. Foram muito falsos e mal-agradecidos. Não tiveram respeito comigo. Só me ofereceram a renovação quando a Fifa os puniu (de contratar). Então, foi quando eu entrei em jogo e assinei uma renovação com cláusula de saída livre. Os que hoje dirigem o Barça não têm ideia de como tratar seus jogadores - criticou Dani Alves recentemente.
Além disso tudo, vale lembrar o contestado trabalho de Luis Enrique, que sempre viveu às turras com a imprensa catalã. O técnico não conseguiu fazer o time jogar bem contra os grandes da Europa e tomou a iniciativa de anunciar sua despedida ao fim da temporada.
- Em alguns momentos Luis Enrique não soube gerir bem a rotatividade do time, especialmente empenhando-se em apostar no Mathieu, que já tinha dado sinais de que sua etapa no Barça tinha acabado. Ou então preterindo Aleix Vidal e obrigando Sergi Roberto a ser lateral-direito, quando ele deveria ser um recurso pontual na posição por conta da parte física. Foi uma gestão muito ruim do Lucho e da diretoria, que não tiveram a noção da importância que Daniel Alves teve nos êxitos do Barça - completou Roger Torelló, do "Mundo Deportivo".
Daniel Alves levanta a taça da Juventus após a conquista do Campeonato Italiano no último domingo (Foto: Reuters)Daniel Alves levanta a taça da Juventus após a conquista do Campeonato Italiano no último domingo (Foto: Reuters)
Daniel Alves levanta a taça da Juventus após a conquista do Campeonato Italiano no último domingo (Foto: Reuters)


O substituto de Luis Enrique ainda não foi definido, e o favorito para o cargo é o espanhol Ernesto Valverde, que está de saída do Athletic Bilbao. O anúncio oficial será feito no dia 29 de maio. A esperança da torcida é de que o novo comandante possa mudar o panorama para a próxima temporada. E claro, de que a diretoria faça um melhor trabalho na contratação de reforços.