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quarta-feira, 2 de março de 2016

Tudo que você precisa saber sobre as ondas gravitacionais


Henze/NASA
Simulação gráfica das ondas gravitacionais
Ondas gravitacionais: previstas por Einstein, fenômeno foi detectado após mais de um século
São Paulo – Cientistas anunciaram hoje a detecção de ondas gravitacionais. O fenômeno havia sido previsto pelo físico Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral, há mais de um século.
A descoberta é de grande importância para o mundo da astrofísica. Os cientistas disseram que a detecção foi feita no dia 14 de setembro.
Veja abaixo o que exatamente são as ondas gravitacionais e o que muda com essa descoberta.

O que são as ondas gravitacionais?

Ondas gravitacionais são ondulações no espaço-tempo. De acordo com a Teoria Geral da Relatividade, colisões colossais ou explosões estelares irradiam energia o suficiente para que essas ondulações fujam na velocidade da luz pelo universo.

Elas foram descobertas?

Sim. Apesar de prevista por Einstein, a existência das ondas gravitacionais ainda não havia sido provada. Hoje, cientistas do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO) afirmaram que, pela primeira vez na história, elas foram detectadas.
Lucien Aigner/Three Lions/Hulton Archive/Getty Images
Albert Einstein em seu escritório

Por que isso é importante?

As ondas gravitacionais seriam uma forma a mais de observar e procurar respostas sobre o universo. A analogia que se faz é que, até hoje, cientistas podiam observar o espaço apenas. Com as ondas gravitacionais, os cientistas ganham ouvidos também.
Muitas perguntas podem ganhar novas respostas com os estudos envolvendo as ondas gravitacionais. Questões sobre o momento da criação e sobre a evolução do universo, por exemplo, podem ganhar novos olhares.
físico Stephen Hawking afirmou que a descoberta abre uma porta para “uma nova forma de olhar o universo”.
"Podemos esperar ver buracos negros ao longo da história do universo. Poderíamos inclusive ver os vestígios do universo primordial, durante o Big Bang, graças às ondas gravitacionais", disse Hawking.
Estima-se que 90% do universo é formado por matéria escura. Com as ondulações gravitacionais, cientistas poderão estudá-la com mais detalhes.

O que pode gerar ondas gravitacionais?

Colisões de buracos negros e explosões de estrelas (supernovas) são capazes de gerar as ondulações. Outro exemplo, importante para os cientistas, é o Big Bang.
As ondas descobertas pelo LIGO foram geradas pela colisão e união de dois buracos negros que aconteceram há mais de um bilhão de anos.
LIGO Laboratory
Detector do LIGO, em Hanaford, Washington

O que é LIGO?

É a sigla em inglês de Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser. Foi esse projeto de pesquisa que foi capaz de detectar as ondas gravitacionais. O LIGO usa duas estruturas gigantes nos Estados Unidos como detectores. Uma fica no estado de Washington (na foto acima) e outra no de Louisiana. As duas estruturas ficam distantes para quem sinais falsos gerados localmente não sejam tomados como leituras de ondas gravitacionais.

Os cientistas vão ganhar um Nobel?

Talvez. A descoberta é muito importante e dá visibilidade ao grupo que trabalhou nela. O diretor do Instituto Max Planck de Física de Hannover, na Alemanha,afirmou que a descoberta "tem potencial de Nobel, não há dúvida disso".

Estes são os 40 países mais corruptos do mundo


O ranking da desonestidade, suborno e negociatas

São Paulo - Qual o custo da desonestidade dos governos? De acordo com o novo relatório da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, ele é imenso e vai muito além do roubo de dinheiro público.
A falta de lisura de um país está ligada a graves problemas como o baixo índice de desenvolvimento humano, mão de obra escrava e infantil, tráfico de pessoas e animais silvestres, destruição ambiental, aumento da ineficiência do sistema político e econômico entre outras mazelas que, no extremo, corroem os alicerces da democracia.
Divulgada nesta quarta-feira (27), a nova edição do Índice de Percepção daCorrupção mediu os níveis percebidos de corrupção no setor público em 168 países, com base na opinião de especialistas.
Os países receberam notas que variam de 0 a 100. Quanto mais próxima de zero for a pontuação, mais corrupto é o setor público daquele lugar.
Ao todo, dois terços dos 168 países listados no índice têm uma pontuação abaixo de 50, numa escala de 0 (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto).
Como mostra o gráfico abaixo, a corrupção é um problema global. Quanto mais vermelho escuro, mais corrupto é um país:

Mapa da corrupção de 2015 feito pela Transparência Internacional
Brasil
Hoje, no ranking, o Brasil está em pior colocação do que nações africanas, como Namíbia e Botsuana. Os escândalos envolvendo a Petrobrás ajudaram a rebaixar o país, que caiu do 69º lugar no ranking anterior para o 76º na edição atual.
Nesta galeria, foram considerados apenas os países mais problemáticos, que tiveram as menores notas na classificação geral no índice, sendo a Coreia do Norte e a Somália os piores casos, com apenas 8 pontos cada (empatados na última colocação). No extremo oposto, entre os países menos corruptos, aparecem a Dinamarca (91 pontos) e a Finlândia (90 pontos). 
Para além dos conflitos e guerras, a fraca governança, instituições públicas débeis – como a polícia e o judiciário, e a falta de independência da mídia caracterizam os países que ocupam as posições mais baixas.
Veja nas imagens quais são os países mais corruptos do planeta, segundo a Transparência Internacional. 

Fragmento encontrado em Moçambique pode ser de Boeing 777


Maxim Zmeyev/Reuters
Destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que caiu no leste da Ucrânia, matando 298 pessoas
Boeing 777 da Malaysia Airlines: até o momento, apenas uma parte da asa do avião foi encontrado em julho do ano passado
Da AFP
O ministro dos Transportes da Malásia considerou nesta quarta-feira que é "muito provável" que um fragmento encontrado na costa de Moçambique pertença a um Boeing 777, o mesmo modelo do avião da Malaysia Airlines que desapareceu há dois anos.
O referido Boeing 777 desapareceu em 8 de março de 2014 pouco depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, com 239 pessoas a bordo.
Até o momento, apenas um fragmento de asa do avião foi encontrado na ilha francesa de Reunião, em julho do ano passado.
Esta descoberta levou os especialistas a considerar que a aeronave caiu no mar, após ter se desviado de sua rota inicialmente prevista, dirigindo-se para o sul do oceano Índico.
"É muito provável que o fragmento encontrado em Moçambique pertença a um B777", declarou Liow Tiong Lai, pouco depois de a emissora americana NBC afirmar que um fragmento havia sido encontrado na costa leste da África, entre Moçambique e Madagascar.
Liow afirmou que a Malásia trabalha com a Austrália, que está coordenando as operações de buscas no Oceano Índico pelos destroços do avião, para recuperar e analisar o fragmento.
Ele também salientou que "ainda é preciso confirmar e verificar" a origem do fragmento.
"Peço a todos que evitem especulações injustificadas, porque no momento não somos capazes de estabelecer se o fragmento pertence ao MH370", o número do voo do Boeing desaparecido, acrescentou.