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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Quase 40 milhões ficarão sem segurança na internet em 1º de janeiro


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Diversos países emergentes ao redor do mundo, assim como alguns cidadãos brasileiros, ficarão parcialmente desprotegidos ao navegar na internet já nas primeiras horas do dia 1 de janeiro de 2016. Ao todo, serão quase 40 milhões de usuários deixados para trás com a atualização dos protocolos de segurança da web.
Hoje, ao usar o Google Chrome, Mozilla Firefox ou Microsoft Edge, um ícone de um cadeado e a sigla HTTPS surgem no início da maioria dos endereços eletrônicos disponíveis na web. Isso indica que a página que você está tentando acessar é devidamente criptografada e segura – como o Facebook e o Gmail.
O certificado que garante a um site sua segurança é conhecido atualmente como SHA-1. Contudo, o CA/Browser – grupo que determina quais páginas ganham essa certificação – decidiu que o SHA-1 não é mais tão seguro, e, a partir de 1 de janeiro de 2016, só emitirá certificados no padrão SHA-2.
É aqui que entra o problema. Navegadores ou sistemas operacionais mais antigos não possuem suporte para o novo padrão, e, por isso, não serão capazes de validar a autenticidade de páginas como a do Facebook e outras áreas criptografadas da internet. Na prática, celulares lançados há mais de 5 anos, por exemplo, não terão mais a mesma segurança para navegar na web.
Dependendo da plataforma e do navegador usado, é possível que esses sites sequer sejam liberados para o usuário que não tiver suporte ao SHA-2. Na China, por exemplo, cerca de 6% dos internautas serão afetados pela mudança, que atinge principalmente mercados emergentes.
Organizações como a CloudFlare e o próprio Facebook já se mobilizam para evitar que 40 milhões de pessoas sejam prejudicadas na virada do ano. A rede social já até apresentou sua alternativa: construir um mecanismo de código aberto que permita aos desenvolvedores habilitarem versões mais antigas de seus browsers ao SHA-2.
Se você usa uma versão do Google Chrome superior à 39; Mozilla Firefox 37 ou mais novo; ou Microsoft Edge, navegador padrão do Windows 10; não há com o que se preocupar. Esses browsers já possuem suporte ao padrão SHA-2. Mas se estiver em um Android 2.2, ou mesmo no Windows XP, seus dias de segurança na web estão contados. Pelo menos enquanto uma solução definitiva não for encontrada.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Homem fatura R$ 4 mil por mês com venda de jogos prontos da Mega

12/12/2015 07h00 - Atualizado em 12/12/2015 08h27

Clientes são advogados, empresários e taxistas, diz morador do DF.

Mega sorteia R$ 135 milhões neste sábado; apostas vão até as 19h.

Jéssica NascimentoDo G1 DF
Jose Amilca, de 50 anos, segura jogos prontos de Mega-Sena (Foto: Jéssica Nascimento/G1)Jose Amilco, de 50 anos, segura jogos prontos de Mega-Sena (Foto: Jéssica Nascimento/G1)
Um morador do Distrito Federal arrumou um jeito inusitado de pegar carona na sorte da Mega-Sena sem nunca ter acertado uma bolada em algum sorteio: José Amilco, de 50 anos, sustenta a mulher e dois filhos vendendo jogos prontos da loteria. Ele diz que chega a faturar R$ 4 mil por mês vendendo os bilhetes. No final do ano, com a Mega da Virada, o faturamento chega a R$ 10 mil, afirma.
Segundo ele, os principais clientes são advogados, empresários e taxistas. "Eles procuram comodidade e rapidez. Não querem ficar horas em filas de lotéricas", diz. "Tem cliente que gasta R$ 500 por semana. Eu sempre faço jogos na própria máquina das lotéricas. Porém, quando acordo me sentindo sortudo, eu mesmo faço os jogos."
O vendedor de loterias trabalha das 8h às 20h no Setor Comercial Sul, em Brasília. Ele faz jogos simples em lotérias e compra bolões da Caixa para revender. "Não só vendo como também jogo. Chego a gastar uns R$ 400 por mês. Também quero ficar rico", brinca.
Apesar disso, a única vez que ganhou na loteria em quase 30 anos de atividade foi na Quina – ele embolsou R$ 550 há alguns anos, menos do que a recompensa de R$ 1 mil dada por um cliente que ganhou R$ 50 mil com um bilhete vendido por ele.

Amilco se diz "apaixonado" por sua atividade. Segundo ele, ser autônomo e fazer o próprio horário de trabalho faz com que a "vida seja mais tranquila e sem muitas preocupações". "Eu pago INSS e seguro no banco, tudo na legalidade. Trabalho pra ganhar meu pão de cada dia e, de quebra, ainda tento ficar milionário."
Clientes de José, Alfreido Caimbra e Welington Campos, compram jogos da Mega-Sena (Foto: Jéssica Nascimento/G1)Clientes de José, Alfreido Caimbra e Welington Campos, compram jogos da Mega-Sena (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Facilidade
Para o vigilante Welington Campos, de 47 anos, o serviço de Amilco facilita a vida de muita gente que joga na loteria. Apostador desde os 13 anos, o homem sonha em conquistar a quantia por meio de bolões.
Não só vendo como também jogo. Chego a gastar uns R$ 400 por mês. Também quero ficar rico"
José Amilco, vendedor de bilhetes de loteria
"Sempre compro o bilhete de R$ 10, que vêm com mais de oito dezenas. Ninguém ganha jogando apenas 6 dezenas e com apenas um jogo, entende? Não consigo acreditar que esse povo quer ganhar tudo sozinho. R$ 10 milhões para cada um está bom demais", diz.
O aposentado Alfredo Caimbra diz que procura Amilco pela rapidez, confiança e probabilidade de ganhar a "bolada". De acordo com o homem, bolões são a melhor forma de disputar o prêmio.
"Não tenho muito tempo pra ficar em filas de lotérica. Como nunca desisto de ser o grande vencedor da Mega-Sena, compro toda semana jogos com o José [Amilco]. Já tenho o celular dele e sempre marcamos de nos encontrar em uma lotérica do Setor Comercial Sul", conta.
Sorteio milionário
A Caixa Econômica sorteia nesta sábado (12) um prêmio acumulado de R$ 135 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h, em qualquer lotérica do país. O jogo mínimo, com seis dezenas, custa R$ 3,50.
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas. Para a aposta simples, com seis dezenas, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003.

Acertou na Mega? Especialistas dizem o que ganhador não deve fazer


Proteger o bilhete e escrever nome e CPF no verso é uma das dicas.
Não conte para todo mundo, mas avise alguém de confiança, diz consultor.

Do G1 DF
Apostadores fazem fila em rodoviária do Plano Piloto (Foto: Marianna Holanda/G1)Apostadores fazem fila em rodoviária do Plano Piloto (Foto: Marianna Holanda/G1)
Apostadores de todo o país sonham com o que fariam se ganhassem na Mega-Sena, mas quase nunca pensam no que não fariam caso acertassem as seis dezenas. Um especialista de segurança, um consultor financeiro e um gerente da Caixa Econômica ouvidos pelo G1 dão dicas para quem ganhar os R$ 125 milhões que serão sorteados nesta quarta-feira (9), às 20h. Confira:

1) Não deixe o bilhete 'solto'; ponha nome e CPF no verso
Muitas pessoas podem não saber, mas o bilhete da Mega-Sena é um título ao portador – quem tiver a posse da aposta impressa pode receber o prêmio. A primeira coisa que o ganhador deve fazer é escrever nome completo e CPF no verso do bilhete, diz o consultor em segurança Daniel Lorenz.

Bilhete da Mega-Sena  (Foto: Raul Zito/G1)Bilhete da Mega-Sena (Foto: Raul Zito/G1)
Ele indica também ao vencedor proteger o documento em um saco plástico. “Imagina se a pessoa for comemorar que ganhou com um bilhete na mão e o copo de uísque em outra? Tem que deixar o bilhete em um local seguro”, afirma.
2) Não faça publicidade de sua sorte, mas conte a alguém de confiança
O medo de que a notícia de que o apsotador acertou as seis dezenas se espalhe é tanta, que muitas pessoas dizem que sequer contariam para a mãe. O ideal, por motivos de segurança, é que não se conte para todo mundo, mas é preciso avisar a pelo menos uma pessoa de confiança, defende Lorenz.

“Se a pessoa morrer de infarto sem contar para ninguém do prêmio, o bilhete vai ficar sem dono”, disse o especialista. Essa pessoa de confiança pode ajudar o ganhador ou ganhadora na retirada do prêmio também.

Se você já viveu a vida toda na dureza, espere um pouco, não gaste tudo. Cada pessoa tem uma necessidade diferente. Então, se você quer um carrão de luxo, você vai poder ter. A questão é você perder a cabeça e querer comprar tudo. Até porque depois vão surgir outras necessidades"
Marcos Melo, professor de finanças do Ibmec
“Antes de ir retirar o prêmio, envie a pessoa de confiança a uma agência da Caixa com uma cópia do bilhete premiado para falar com o gerente e receber as instruções para o recebimento do prêmio por você”, diz.
3) Não ande desprotegido
A segurança pessoal é muito importante, principalmente nos primeiros dias da nova vida de milionário. A dica de Lorenz é que o sortudo se hospede em um hotel, com todas as proteções possíveis. “Se alguém desconfiar que você ganhou, o primeiro lugar que vão procurar é na sua casa. No hotel, você pode ficar em uma suíte presidencial, como você quiser”, aconselha.

Para os dias seguintes, é interessante pensar em contratar uma equipe de segurança. O tamanho dessa equipe depende do tamanho da vontade de ostentar: “Tem que encontrar um sistema de segurança compatível com seu modo de vida”, diz Lorenz.
Mesmo para os mais discretos, é difícil não aparentar nenhum “sinal exterior de riqueza – um carro novo, uma bolsa de luxo ou reformas na casa. A estratégia nesses casos pode ser assumir que o apostador ganhou uma bolada, mas “parcialmente”.
“O importante neste momento é inventar uma história de cobertura. Fale que ganhou em uma loteria menor, ganhou R$ 3 milhões, R$ 4 milhões, o suficiente para reformar a casa, mas não para poder distribuir entre familiares ou amigos”, diz Lorenz.
Cédulas de real e uma calculadora ao lado de contas. notas, dinheiro, reais, cotação, câmbio, valor, economia, crise, pobreza. -HN- (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Cédulas de real e uma calculadora ao lado de
contas (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
4) Não invista sem planejamento ou critérios
“Se você já viveu a vida toda na dureza, espere um pouco, não gaste tudo”, aconselha o professor de finanças do Ibmec Marcos Melo. O primeiro passo seria não mexer no dinheiro até a "ficha cair".

Para isso, o ganhador precisa investi-lo em algum lugar, preferencialmente não na poupança, “porque o rendimento tende a perder da inflação”, diz. Para Melo, uma opção é investir em títulos públicos.

“Cada pessoa tem uma necessidade diferente. Então, se você quer um carrão de luxo, você vai poder ter. A questão é você perder a cabeça e querer comprar tudo. Até porque depois vão surgir outras necessidades”, afirma o professor.
De acordo com o especialista, a pessoa deve aplicar o dinheiro de forma a ter uma renda mensal. “Senão acontece como já vimos muitas vezes e a pessoa perde tudo.” O ideal é que a pessoa procure um especialista que possa ajudar com informações sobre investimentos.
Investimento em ações depende de conhecimento do mercado. Ações tendem a ter valores muito voltáteis, dependendo da área de investimento, e das situações econômica e política. O melhor é recorrer a uma consultoria, caso o vencedor queira entrar nesse mercado.
Mansões da Península dos Ministros, na QI 12 do Lago Sul; ganhador teria vizinhos ilustres como Nenê Constantino, fundador da empresa de aviação GOL e o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Rafaela Céo/G1)Mansões da Península dos Ministros, na QI 12 do Lago Sul; ganhador teria vizinhos ilustres como Nenê Constantino, fundador da empresa de aviação GOL e o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Rafaela Céo/G1)
5) Não compre a primeira casa que vir
O sonho da casa própria é provavelmente o mais compartilhado entre todos os apostadores da Mega. Mas para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imovéis do DF, Hermes Alcântara, o ideal é que o ganhador segure esse impulso.

“A prioridade deve ser encontrar uma casa que atenda as necessidades do ganhador, mas que também possa dar retorno financeiro. Não precisa comprar a primeira casa que vir”, argumenta o presidente do conselho. O primeiro imóvel não necessariamente é o ideal, segundo Alcântara. E se o ganhador comprar no impulso, ele pode acabar ficando “preso” a um imóvel que não quer.
“Lembrando que um imóvel é um investimento como outro qualquer. A pessoa pode investir em imóveis para gerar mais renda e, neste caso, é melhor comprar imóveis mais baratos, mais centrais”, explica o presidente do conselho. “O ganhador pode morar em uma casa de luxo, mas é mais difícil alugar”, completa.

Prêmio milionário e probabilidade de acerto
O sorteio da Mega-Sena de R$ 125 milhões será realizado às 20h. As apostas podem ser feitas até as 19h. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 3,50. Se houver mais de um acertador das seis dezenas sorteadas, o prêmio é dividido entre o número de apostas. Se ninguém acertar, o valor acumula para o próximo sorteio.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Depois desse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas. Para a aposta simples, de seis dezenas, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Para um jogo com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003. A aposta nesse caso custa R$ 17.517,50.

David Gilmour estreia no Brasil com show para 40 mil fãs em São Paulo

12/12/2015 01h25 - Atualizado em 12/12/2015 01h37


Ex-Pink Floyd emocionou com clássicos; brasileiro foi bem no sax.
'Cadeira premium' de R$ 1200 tinha até 'bedel' para manter a ordem.

Rodrigo OrtegaDo G1, em São Paulo
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
David Gilmour tinha acabado de tocar “Wish you were here” pela primeira vez no Brasil, para 40 mil fãs, na noite de sexta-feira (11), no Allianz Parque, em São Paulo. Fãs nas “cadeiras premium”, coladas no palco, se levantaram para aplaudir. “Não pode levantar nããão! Por favor, senteeem”, gritavam dois funcionários desesperados. Eram “bedéis” ajudando a manter a ordem na área em que cada ingresso custou R$ 1200.
Estavam todos de olhos brilhando no estádio lotado, dos fãs abastados sentados na frente aos de pé lá na turma do fundão, por “apenas” R$ 400. Não tinha coordenador de disciplina que segurasse a emoção de ouvir as notas lentas, precisas e elegantes do músico inglês de 69 anos, um dos guitarristas mais importantes da história do rock. David Gilmour tocou durante duas horas e meia.
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
Calmo e com jeitão “cool”, Gilmour não se abalava com as reações disparatadas entre as músicas dos seus álbuns mais recentes e os velhos clássicos do Pink Floyd. Pouco menos da metade do repertório era de “On an island.” (2006) e principalmente de “Rattle that lock”, recém-lançado. Todos aplaudiam, mas ninguém cantava ou se empolgava. Os fãs esperavam, claro, as antigas do Pink Floyd.
‘Ocupação dos VIPs’
O espaço surreal de gente sentada postando foto no Instagram a poucos metros do músico foi mantido em ordem até antes do bis. Em “Run like hell”, uma das poucas faixas com assinatura dele de “The Wall”, uma turma mais empolgada na esquerda começou a se abraçar e pular. Os bedéis e até seguranças tentaram empurrá-los de volta para o lugar.

No instinto jornalístico, me levantei para tentar tirar fotos do início de confusão e acabei criando um efeito dominó ao contrário de gente se levantando atrás de mim, no lado direito. Não tinha mais jeito. “Já rolava um coro de ‘Olê olê olê olê, Gilmour, Gilmour’”. De pé continuaram todos até o final, muitos ocupando a beira do palco em “Confortably numb”.
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
Problemas de ‘Money’
O início do show teve dois problemas. O primeiro foi que muita gente chegou atrasada, por causa do trânsito parado em volta do estádio. Na área mais cara, funcionários se desdobravam para ajudar a multidão de fãs premium a se enfiar nas longas fileiras com cadeiras marcadas.

O segundo contratempo foi no início de “Money”, uma das músicas mais esperadas. A vinheta com as moedas começou duas vezes em vão. O problema era no contrabaixo. Gilmour brincou: “A única música que precisa do baixo e ele some...” Na terceira tentativa se fez ouvir a marcante linha blueseira da música.
Não foi “Wish you were here” o maior coro, mesmo sendo a mais manjada. “Shine on you crazy Diamond” foi cantada com mais força. Seria o ponto mais alto de um show com vários deles, se não fosse o finalzinho. “Confortably numb”, com o solo clássico dele, e ainda ajudada pela “revolta dos VIPs” que eletrizou a parte perto do palco, foi o grande momento.
O saxofonista brasileiro João de Macedo Mello (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)O saxofonista brasileiro João de Macedo Mello (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
O bom álbum “Rattle that lock” e o anterior renderam momentos que, se não empolgavam, ajudaram a dar diversidade ao set. Dois destaques foram o belo solo da arrastada “The blue” e o jazz de “The girl in the yellow dress”. Essa foi uma em que brilhou o jovem saxofonista brasileiro João de Macedo Mello.
João foi muito aplaudido durante o show e teve momentos de destaque em “Money”, “Us and them” e outras. Na hora em que Gilmour apresentou a banda, o brasileiro foi mais aplaudido do que Phil Manzanera, ex-Roxy Music e um dos produtores de “Rattle that lock”.
Exceto o problema em “Money”, o som estava bom. A produção dispensa efeito especial ou pirotecnia. Apenas boa iluminação, com destaque para o grande telão no meio do palco.
Gilmour repete o show em São Paulo neste sábado (12), desta vez sem a área VIP turbinada com cadeiras. Os fãs premium, desta vez, pagam R$ 850 e ficam em pé mesmo. O ex-Pink Floyd ainda toca em Curitiba (14) e Porto Alegre (16).
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
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